<T->
          Alegria de Saber
          Portugus -- 2 srie
          Ensino Fundamental
          
          Anina Fittipaldi
          Maria de Lourdes
          Lucina Maria Marinho Passos

          Impresso braille em 3 partes na 
          diagramao de 28 linhas de 34 caracteres.
          
          Terceira Parte

          Ministrio da Educao
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350-368 -- Urca
          22290-240 Rio de Janeiro 
          RJ -- Brasil
          Tel.: (21) 3478-4400
          Fax (21) 3478-4444 
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~,
          ~,http:www.ibc.gov.br~,
          -- 2007 --

<P>
          Copyright Anina Fittipaldi,
          Maria de Lourdes e
          Lucina Maria Marinho Passos

          ISBN 85-262-5291-7

          Direo adjunta editorial:
          Aurelio Gonalves Filho
          Responsabilidade editorial:
          Suely Yukiko Mori Carvalho
          Roberta Lombardi Martins
          Edio:
          Rita Narciso Kawamata
          Ana Luiza Couto
          Assistente editorial:
          Lidiane Vivaldini Olo

          Direitos desta edio cedidos  Editora Scipione Ltda.

          Av. Otaviano Alves de Lima, 4.400 -- 6 andar
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                               I
<R+>
 Sumrio

Terceira Parte

Unidade 7

Sonhos muitos sonhos...

 Uma atividade diferente ::: 223
 Vamos ler 1 :::::::::::::: 224
 "As bolhas de sabo", 
  texto de uma aluna 
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Agora voc escreve :::::::: 226
 Avaliando o texto
 Vamos ler 2 :::::::::::::: 228
 "Bolhas", Ceclia 
  Meireles
 Seguindo as pistas do texto
 Na ponta da lngua :::::::: 230
 Divertimento :::::::::::::: 230
 Detalhe puxa detalhe :::::: 232
 Trabalhando a oralidade ::: 234
 Divertimento :::::::::::::: 238
 Vamos ler 3 :::::::::::::: 239
 Poema, Roseana Murray
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Agora voc escreve :::::::: 242
 Texto dialoga com texto ::: 242
 Agora voc escreve :::::::: 248
 Avaliando o texto
 Ateno  fala e  
  escrita :::::::::::::::::: 249
 Roda de leitura ::::::::::: 250
 Divertimento :::::::::::::: 252
 Uma atividade diferente ::: 254

Unidade 8

Mudanas... mudanas...

 Uma atividade diferente ::: 256
 Vamos ler 1 :::::::::::::: 258
 "Mudanas no galinheiro, 
  mudam as coisas por 
  inteiro", Sylvia Orthof
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Detalhe puxa detalhe :::::: 263
 Na ponta da lngua :::::::: 268
<p>
                             III
 Divertimento :::::::::::::: 268
 Agora voc escreve :::::::: 270
 Vamos ler 2 :::::::::::::: 270
 "O rei que no sabia de 
  nada", Ruth Rocha
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Textos do dia-a-dia ::::::: 274
 Agora voc escreve :::::::: 275
 Avaliando o texto
 Ateno  fala e  
  escrita :::::::::::::::::: 276
 Roda de leitura ::::::::::: 277
 Texto do dia-a-dia :::::::: 280
 Agora voc escreve :::::::: 281
 Avaliando o texto
 Detalhe puxa detalhe :::::: 282
 Trabalhando a 
  oralidade :::::::::::::::: 284
 Vamos ler 3 :::::::::::::: 287
 "De bem com a vida", 
  Bia Hetzel
 Discutindo as idias do 
  texto
 Agora voc escreve :::::::: 289
 Avaliando o texto
 Uma atividade diferente ::: 289

 Unidade 9

O tempo corre... O tempo 
  voa...

 Uma atividade diferente ::: 292
 Vamos ler 1 :::::::::::::: 294
 "Conversas de antigamente", 
  Ana Maria Machado
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Curiosidade ::::::::::::::: 298
 Detalhe puxa detalhe :::::: 299
 Agora voc escreve :::::::: 301
 Trabalhando a oralidade ::: 301
 Vamos ler 2 :::::::::::::: 303
 "Seu Vento soprador de 
  histrias", Ftima Miguez
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Agora voc escreve ::::::::: 307
 Avaliando o texto
 Divertimento ::::::::::::::: 308
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 308
<p>
                                V
 Na ponta da lngua ::::::::: 310
 Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 311
 Vamos ler 3 ::::::::::::::: 312
 "Areia e gua", Roberto 
   Verschleisser
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Divertimento ::::::::::::::: 314
 Trabalhando a oralidade :::: 317
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 317
 Roda de leitura :::::::::::: 318
 Texto do dia-a-dia ::::::::: 320
 Agora voc escreve ::::::::: 321
 Vamos ler 4 ::::::::::::::: 321
 "Meus oito anos", Casimiro 
  de Abreu
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Agora voc escreve ::::::::: 323
 Avaliando o texto
 Uma atividade diferente :::: 324
<R->
<p>
<151>
<Tale. saber 2 srie> 
<T+223>
Unidade 7

Sonhos... muitos sonhos...

  Esta unidade fala de sonhos e fantasias, fala
da imaginao e da criatividade...
  Sonhar  bom, e, como se diz por a, no
custa nada!

<152>
Uma atividade diferente

  Feche os olhos.
  Pense em uma bolha de sabo. Imagine a cor, o tamanho, os lugares
por onde ela est voando...
  Dentro, ela carrega seu sonho.
Que sonho  esse?
  Agora, em uma folha de papel, desenhe a bolha bem colorida.
  Escreva dentro dela seu sonho. Em volta da bolha de sabo, registre o
que voc sentiu nessa atividade. No se esquea de desenhar o lugar por
onde sua bolha voa.
  Depois, o professor organiza um painel com os sonhos da classe.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<153>
Vamos ler 1

  Leia, agora, o texto que uma aluna de 4 srie
escreveu inspirada em uma bolha de sabo...

As bolhas de sabo

  Eu gosto muito de brincar com bolhas de sabo.
Elas so leves, redondinhas e alegres. Voam pelo ar, pela
terra, dentro de casa e a gente no consegue pegar.
  As bolhas so minhas amigas, elas no falam nada, mas o silncio
diz que  bom voar, voar muito e ser livre.
  Minha me sempre me diz que as bolhas so soltas, e que elas
molham a casa. Mas ela gosta de me ver brincar com bolhas de sabo
porque ela queria que a vida das pessoas fosse livre como as bolhas.
Sabe, eu acho que a vida pode ser assim.  s a gente ter muita fora.

<R+>
Texto escrito por aluna da 4 srie do Colgio
Santo Antonio Maria Zaccaria, Rio de Janeiro, 1996.
<R->

<154>
<R+>
Seguindo as pistas do texto

 1. Relembre: o que so antnimos? E sinnimos?
 2. Procure, no dicionrio, o sinnimo da palavra fora. De acordo com o
texto, qual  o significado que melhor se adapta  palavra?
 3. Quais so os antnimos das palavras leve e alto? 
 4. Com que palavras a autora descreve a bolha de sabo?
<p>
Discutindo as idias do texto

 1. O relato mostra como a menina e sua me vem as bolhas de sabo.
  Organize frases com as seguintes palavras, de acordo com a opinio de
cada uma das personagens. Faa as adaptaes necessrias:

<F->
 menina          _ imaginao
 me             _ baguna
 bolhas de sabo _ realidade
 liberdade       _
<F+>

 2. No final do relato, a menina diz como a vida deve ser. Escreva, com suas palavras, qual  a opinio da menina sobre a vida.
 3. E para voc, como a vida deve ser?
<R->

<155>
Agora voc escreve

  Voc vai ser uma bolha de sabo. Escreva uma histria, seguindo o
roteiro abaixo:
<R+>
 a) conte como voc , por quais lugares voa, o que pretende fazer no
mundo;
 b) a seguir, imagine que voc -- a bolha de sabo -- encontra uma
menina. Como seria o dilogo entre vocs?
 c) por ltimo, pense num final diferente para a bolha de sabo.
Ao escrever a histria, fique atento  pontuao.

Avaliando o texto

 1. Voc contou a histria apresentando as idias em pargrafos?
 2. Fez perguntas em seus dilogos? Usou o ponto de interrogao?
 3. Usou o ponto de exclamao? Em que situao?
 4. No dilogo, voc usou o travesso no incio das falas?
 5. Colocou o travesso afastado da margem,
observando a direo do pargrafo?
 6. As palavras foram escritas corretamente?
<R->

<156>
Vamos ler 2

  Leia o poema de Ceclia Meireles sobre as bolhas de sabo.

Bolhas
 
 Olha a bolha d'gua
 no galho!
 Olha o orvalho!
 
 Olha a bolha do vinho
 na rolha!
 Olha a bolha!

 Olha a bolha na mo
 que trabalha!

 Olha a bolha de sabo
 na ponta da palha:
 brilha, espelha
 e se espalha.
 Olha a bolha!
<p>
 
 Olha a bolha
 que molha
 a mo do menino:

A bolha da chuva da calha!

<R+>
Ceclia Meireles. *Ou isto ou aquilo*.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987.
<R->

<157>
Seguindo as pistas do texto

<R+>
 1. A repetio de palavras com lh cria um efeito especial.
  O que essa repetio sugere?

 2. H uma palavra que se repete no incio de praticamente todos os
versos.
 a) Que palavra  essa?
 b) O que pede essa palavra?

 3. Escreva trs aes praticadas pela bolha no poema.
<R->
<p>
Na ponta da lngua

  Observe todas as aes da bolha de sabo. Essas aes acontecem no
tempo presente:

<R+>
A bolha de sabo brilha
 espelha
 se espalha
 molha...

 1. Se a palavra bolha estivesse no plural, como ficaria a frase? Faa as
combinaes necessrias.
 2. E se essas aes no estivessem ocorrendo agora, mas j tivessem
ocorrido?
 3. Agora, reescreva a resposta da questo anterior, dessa
vez no plural.
<R->

<158>
Divertimento

  Agora  hora de jogar! Em cada quadrinho da cartela h uma
palavra. Voc ter de encontrar, na cartela, aquilo que o professor pedir.
  Faa uma lista com as palavras que for encontrando. Depois,
escreva uma frase usando todas as palavras. Quem conseguir acertar a
frase ganha o jogo!

<F->
!::::::  !::::::::  !::::::::
l trs _  l bolhas _  l no cu _
h::::::j  h::::::::j  h::::::::j
<F+>

<F->
!::::::::::  !::::::::::
l de sabo _  l na areia _
h::::::::::j  h::::::::::j
<F+>

<F->
!:::::::::  !::::  !::::::::
l bonitas _  l as _  l de gs _
h:::::::::j  h::::j  h::::::::j
<F+>

<F->
!:::::::  !:::::::  !::::::
l livre _  l bolha _  l voam _
h:::::::j  h:::::::j  h::::::j
<F+>

<F->
!:::::::::  !::::::::
l aquelas _  l nossas _
h:::::::::j  h::::::::j
<F+>

<F->
!:::::::::::::
l na floresta _
h:::::::::::::j
<F+>

<F->
!:::::::  !::::::::
l gotas _  l livres _
h:::::::j  h::::::::j
<F+>

<159>
Detalha puxa detalhe

  Vamos cantar um pouco e imaginar mil aventuras?

Lindo balo azul

 Eu vivo sempre no mundo da lua
 Porque sou um cientista
 o meu papo  futurista,
  luntico

 Eu vivo sempre no mundo da lua
 Tenho alma de artista
 sou um gnio sonhador
 e romntico

 Eu vivo sempre no mundo da lua
 Porque sou aventureiro
 desde o meu primeiro passo
 pro infinito...

 Eu vivo sempre no mundo da lua
 porque sou inteligente
 se voc quer vir com a gente
 venha que ser um barato

 Pegar carona nessa cauda de 
  cometa
 Ver a Via-lctea,
 Estrada to bonita
 Brincar de esconde-esconde
 Numa nebulosa,
 Voltar pra casa,
 Nosso lindo balo azul

<R+>
Guilherme Arantes. *Lindo balo azul*.
~,http:www2.uol.com.~
  brguilhermearantes1990a.~
  htmlind~, Acesso em: 2 jun. 2004.
<R->

  Troque idias com os colegas:  bom viver no mundo da criatividade,
da imaginao?

<160>
<p>
Trabalhando a oralidade

  Emlia, a famosa boneca do Stio do Picapau Amarelo, criada por Monteiro
Lobato, est entrevistando Mnica, a tambm famosa personagem das
histrias em quadrinhos de Mauricio de Sousa. Isso parece um sonho, no?

  Uma entrevista por escrito apresenta duas partes: perguntas e
respostas.

  A classe vai escolher algum para ser a Emlia -- o 
entrevistador -- e
algum para ser a Mnica -- o entrevistado.
  Os escolhidos devem dar ateno  pontuao e  entonao. Assim, a
apresentao da entrevista ser bem mais interessante!

Emlia conversa com Mnica, a 
  rainha dos quadrinhos

<R+>
 Emlia: Que bom ter voc aqui, Mnica! Queria tanto te
perguntar um monto de coisas. Me conta... De quem voc ganhou
o Sanso?
 Mnica: Ganhei o Sanso quando nasci e nunca me separei dele.
s vezes, o Cebolinha e o Casco bolam uns planos quase infalveis
para tirar o Sanso de mim, mas com o meu jeitinho, sempre pego
ele de volta.
 Emlia: Por falar em jeitinho, reparei que voc
est... mais boazinha, dando menos coelhadas...
 Mnica: Tenho conversado mais e batido
menos, mas s vezes ainda escapam umas boas
coelhadas.
 Emlia:  legal ser a dona da rua?
 Mnica: Isso  coisa dos meninos. Fiquei com
essa fama s porque eles fazem tudo o que eu
mando.
 Emlia: Por que voc est sempre de
vermelho?
<161>
 Mnica: Adoro vermelho e acho que fico muito bem com essa
cor. Alis, acho o mximo esse seu modelito cheio de retalhos e
costuras. Um dia voc me empresta?
 Emlia: S se voc me emprestar o seu vestido. Mas... me diga,
quem  a sua melhor amiga?
 Mnica:  claro que  a gulosa da Magali. Ns moramos pertinho
uma da outra e estamos sempre juntas.
 Emlia: Como  ser a personagem mais famosa dos quadrinhos?
 Mnica: Acho o mximo ser reconhecida pelas crianas e pelos
adultos. No sei se voc sabe, mas tem muita gente grande que no
perde uma revistinha minha.
 Emlia:  verdade que seu criador, Mauricio de Sousa, se
inspirou na filha dele para fazer o seu desenho?
 Mnica: , sim. Quando a minha xar era pequena, era
igualzinha a mim: gorducha, dentucinha e briguenta.
 Emlia: Do que voc mais gosta de brincar?
 Mnica: Adoro brincar com o Sanso. Tambm gosto de brincar
de casinha, passear com o Monico...
 Emlia: Para terminar, queria te fazer um
pedido. Arranja pra mim um desenho do
Mauricio de Sousa para eu guardar na
canastra?
 Mnica: Claro! Eu tambm quero
te pedir uma coisa: voc me leva para
conhecer o Stio? Ah! S que eu
queria levar a Magali junto. Ela
sempre quis provar os bolinhos de
chuva da tia Nastcia.
 Emlia: Vou pedir pra tia Nastcia
fazer bastante bolinho, porque dizem
que o apetite da Magali  igual ao do
Rabic.
 Mnica: Legal! Vou avisar a
Magali.

*Revista do Stio do Picapau Amarelo*.
Rio de Janeiro: Globo, 2004. n.o 1.
<R->

<162>
Divertimento

  Voc leu, na entrevista, que a Mnica est bem mais calma, mas que
de vez em quando no se controla e distribui umas boas coelhadas...

Turma da Mnica

<R+>
_`[{histria em quadrinhos. Cebolinha brinca de fazer bolhas de sabo.
  As bolhas tomam forma de ursinho, porquinho... e Cebolinha tem 
uma idia: comea a criar bolhas com a forma da Mnica,
gorducha e dentua. Mnica chega furiosa, carregando seu
coelhinho pelas orelhas. Ouve-se um barulho:
  -- Pof.
  No ltimo quadrinho, Mnica vai-se afastando zangada e v-se 
  Cebolinha cado no cho, zonzo, com vrias bolhas de sabo em
<p>
formato de estrelinhas flutuando sobre sua cabea_`]
<R->

<R+>
Mauricio de Sousa. Globinho. In: O Globo, out. 2003.

 1. Em sua opinio, por que a Mnica bateu no Cebolinha?
 2. O que significam as bolhas de sabo do ltimo quadrinho?
 3. Voc acha que a Mnica agiu corretamente?
<R->

<163>
Vamos ler 3

  Leia um poema que utiliza uma linguagem que sugere sonho,
encantamento...

<R+>
 Vende-se uma casa encantada
 no topo da mais alta montanha.
 Tem dois amplos sales
 onde voc poder oferecer banquetes
 para os duendes e anes
 que moram na floresta ao lado.
<p>
 
 Tem jardineiras nas janelas,
 onde convm plantar margaridas.

 Tem quartos de todas as cores
 que aumentam ou diminuem
 de acordo com o seu tamanho
 e na garagem h vagas
 para todos os seus sonhos.

Roseana Murray. *Classificados poticos*.
Belo Horizonte: Miguilim, 2004.
<R->

<164>
<R+>
Seguindo as pistas do texto

 1. Observe que, para a maioria dos nomes, h uma caracterstica criativa,
mantendo assim o clima do poema. Indique que
palavra ou expresso caracteriza:
 a) casa 
 b) montanha
 c) sales
 d) quartos
<p>
 2. Substitua a expresso que caracteriza *quartos* por uma nica palavra,
sem mudar o sentido:
 3. No poema, h um verso formado por duas aes contrrias. Que verso
 esse?

Discutindo as idias do texto

 1. O poema possui duas estrofes. O que se vende em cada uma delas?
 2. Em sua opinio, por que convm plantar margaridas nas jardineiras?
 3. Na garagem da casa encantada, podem-se guardar sonhos. Se voc
tivesse comprado essa casa, que sonhos guardaria ali? 
 4. Recorte um anncio classificado de jornal e observe: a linguagem usada
para vender uma casa  a mesma linguagem utilizada no poema?
<R->

<165>
<p>
Agora voc escreve

  O texto de Roseana Murray, que voc leu na pgina 163,  um
classificado.

  *Classificado*  um tipo de anncio, normalmente pequeno e
publicado em jornais e revistas, que serve para vender ou comprar
produtos, oferecer empregos etc.

  Nesse classificado, a autora tenta vender uma casa encantada, que
tem uma garagem com vaga para todos os seus sonhos.
  Agora  a sua vez. Escreva um classificado potico,
tentando vender alguma coisa que seja muito
especial para voc. Depois, voc e seus
colegas vo organizar uma parede
classificada em sua sala, com
todos os seus anncios.

Texto dialoga com texto

  Os dois textos que voc vai ler agora tambm esto envolvidos em
uma atmosfera de sonho.
<R+>
  O primeiro texto  um poema de Fernando Pessoa, famoso poeta
portugus que relembra os sonhos que tinha quando era bem
pequeno.
  O segundo texto  um conto -- narrativa curta -- de Joo Anzanello
Carrascoza, que conta a histria de um menino que gostava de ouvir
histrias na hora de dormir.
<R->

<166>
<R+>
 A --
 Do seu longnquo reino cor-de-rosa,
 Voando pela noite silenciosa,
 A fada das crianas vem, luzindo.
 Papoulas a coroam, e, cobrindo
 Seu corpo todo, a tornam misteriosa.

  criana que dorme chega leve,
 E, pondo-lhe na fronte a mo de neve,
 Os seus cabelos de ouro 
  acaricia --
 E sonhos lindos, como ningum 
  teve,
 A sentir a criana principia.

 E todos os brinquedos se transformam
 Em coisas vivas, e um cortejo formam:
 Cavalos e soldados e bonecas,
 Ursos pretos, que vm, vo e tornam,
 E palhaos que tocam em rabecas...

 E h figuras pequenas e engraadas
 Que brincam e do saltos e passadas...
 Mas vem o dia, e, leve e graciosa,
 P ante p, volta a melhor das fadas
 Ao seu longnquo reino cor-de-rosa.

Fernando Pessoa. *Obra potica*.
Rio de Janeiro: Nova 
  Aguilar, 1983.
<R->
<L>
<167>
 B --
 Uma palavra

  Meu pai viajava sempre. s vezes, ficava dias fora de casa,
palmilhando estradas, e, quando regressava, queria transbordar o clice
de sua vida com seus filhos. To logo ele se atirava na cadeira, ns
enchamos seus olhos cor de lodo, aparecendo de sbito  sua frente,
enormes, como pes que crescem silenciosamente. Minha
irm lhe trazia um copo d'gua fresca; meu irmo,
os chinelos velhos; eu, o meu sorriso, como se
ele fosse o menino-deus e ns os reis magos.
  O melhor era o que ele nos trazia, no
nos bolsos, nem na capanga, mas como
pedras preciosas encravadas em seu
corao: histrias. Histrias que s nos
oferecia  cama, quando nos punha
para dormir. Ele se entregava de alma
inteira ao narr-las, todas, com uma
tal paz na voz e uns silncios
medidos, que para mim se tornaram
indelveis. Meus irmos dormiam
logo. Eu no. Alvoroavam-me o
esprito aventureiro aqueles mundos
que ele em tantas noites construa
quela hora tardia, imvel na penumbra,
diante de ns.
  Algumas dessas histrias, ouvi-as depois
vida afora pela narrativa de outras pessoas, ou
encontrei-as em livros, com maior ou menor graa que
a verso dele. Mas umas poucas, as que mais me encantavam, essas
nunca as encontrei em canto algum. Talvez porque ele as inventasse
no instante mesmo que nos contava e eu, por algum desses milagres,
me pegasse vendo os tijolos que ele escolhia e a quantidade de gua
que punha na argamassa para ergu-las no escuro de minha
imaginao incendiada.

<R+>
Joo Anzanello Carrascoza. *Histrias para sonhar acordado*. So Paulo: Scipione, 2002.
<R->
<L>
<168>
<R+>
 1. Voc conhece o significado de todas as palavras dos textos? Procure,
no dicionrio, o significado das palavras que voc no conhece e, a
seguir, releia os textos.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 2. Aps a releitura, escreva o que o poema de Fernando
Pessoa tem em comum com o conto de Joo Anzanello Carrascoza.

 3. O texto A  um poema. Responda:
 a) Quantas estrofes h no poema?
 b) Quantos versos h em cada estrofe?
 c) Encontre, em cada estrofe do poema, alguns pares de palavras que
rimem.
 d) O poema comea e termina com versos praticamente iguais. Copie
esses versos e explique a diferena que existe
entre eles.

 4. O texto B  escrito em prosa.
 a) Quantos pargrafos h no conto?
 b) Apresente as palavras que comeam cada pargrafo e a idia de cada
um deles.
 c) A que o narrador compara as histrias que lhe so contadas?
<R->

<169>
Agora voc escreve

  Escreva um texto em que voc esteja vivendo uma aventura bem
diferente.
  Esse texto pode ser:
<R+>
 a) um conto, com vrias personagens, passado em um lugar real ou
fantasioso, em uma poca distante ou atual.
 b) um poema, contando sua aventura em versos curtos e rimados.

 Mos  obra!
<R->

<170>
<p>
Avaliando o texto

  Releia o texto que voc criou e responda:
<R+>
 a) Voc escreveu um poema ou um conto?
 b) Se escreveu o poema, apresentou-o em versos, criou rimas?
 c) Se escreveu um conto, dividiu-o em pargrafos, criou incio, meio e fim?
 d) As palavras foram escritas de acordo com as normas ortogrficas?
<R->

Ateno  fala e  escrita

  Releia este trecho do conto:
para ergu-las no escuro de minha imaginao incendiada.

<R+>
 1. Na palavra ergu-las, o som da letra u  pronunciado?
<p>
 2. Leia as palavras do quadro e reescreva, aquelas nas
quais o *u*  pronunciado.
<R+>

<F->
!:::::::::::::::::::::::::::::::
l  guaran -- gua -- guiar --  _
l  preguia -- gagueira --      _
l  Guaruj -- lngua --        _
l  guitarra -- guia --         _
l  fogueira -- guarda --        _
l  rgua -- guindaste --        _
l  esguicho -- consegue         _
h:::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<171>
Roda de leitura

  Voc acha que o mundo do circo  um mundo de sonhos?

Isso sim que  vida boa

 Eu queria ser de circo.
 Ai, que vida original!
 Trabalhar todas as noites,
 divertindo o pessoal.
 Os aplausos da platia,
 toda aquela vibrao,
 sempre novas gargalhadas,
 sempre mais animao!
 Eu queria ser de circo,
 conhecer os bastidores,
 que a platia nunca v,
 ver de perto os domadores,
 dar comida ao chimpanz,
 ver a cama do ano,
 ver as focas amestradas,
 ver a jaula do leo,
 ver a cara do palhao,
 sem pintura e fantasia,
 e ver se a mulher barbada
 faz a barba todo dia.
 L no circo, eu imagino,
 mal termina a funo,
 os artistas vo comer,
 sem pagar nenhum tosto,
 a pipoca que quiserem,
 quanto for que os contente,
 um monto de algodo-doce,
 guaran e cachorro-quente. (...)

<R+>
Pedro Bandeira. *Cavalgando o arco-ris*.
So Paulo: Moderna, 2003.
<R->
<p>
  Agora, converse com seus colegas: voc j sonhou em trabalhar no
circo? O que voc gostaria de ser: mgico, palhao, domador, malabarista...?

<172>
Divertimento

 1. Conhea um pouco da vida de Suri, personagem criada por Laerte.
  Ela mora no circo, tem 9 anos e est na 3 srie. Suri  a nica filha
de um casal de trapezistas.

Suri, a garota do circo

<R+>
_`[{histria em quadrinhos. Na sala de aula, a professora faz a
chamada:
  -- Luca...
  -- Presente. 
  -- Marion. 
  -- Presente.  
  -- Slvio.
  -- Presente.   
  -- Suri... Suri?
  De repente, pela janela da sala surge um trapzio e Suri salta
dele, d duas cambalhotas sobre a classe e pra sobre sua
carteira. No ltimo quadrinho, a professora olha zangada para
  Suri que explica:
  -- Desculpa, Dona Irm! ...Eu perdi o trapzio das sete!_`]

Laerte. So Paulo, *Folha de S.Paulo*. Folhinha.
<R->

  O que Suri quis dizer no ltimo quadrinho?

<173>
<R+>
 2. Vamos fazer um jogo da memria?
  Observe o quadro de Juarez Machado.
Feche o livro e tente dizer, para
seu colega, que profissionais do
circo esto pintados na tela.
<p>
_`[{acrobatas, malabaristas, mgico, palhao, treinadora de cavalos_`]

Juarez Machado. *O Grande Circo*. leo s/tela. Paris, 1997.
Estudo para Prtico de Centreventos Cau Hansen, Joinville, SC.
<R->

<174>
Uma atividade diferente

  O espetculo vai comear! Voc e seus colegas vo criar o Circo dos
Sonhos!
  Cada aluno ter uma funo: mestre-de-cerimnias, palhaos,
domadores, animais, bailarinas, trapezistas, equilibristas, mgicos... No circo,
voc pode ser o que sempre sonhou!
  Com fitas de papel crepom colorido, faam a cobertura. Arrumem a
platia com muitas cadeiras. Depois, improvisem as fantasias: vale usar
papel, roupas velhas, lenis...
  Organizem os ensaios com o professor. E no se esqueam de fazer os
convites, com a data da apresentao, hora e local.
  Convidem toda a escola e... divirtam-se!

               oooooooooooo

<175>
<p>
Unidade 8

Mudanas... mudanas...

  Mudanas em todo lugar: aqui e l...
  Se no est bom, que tal mudar?

<176>
Uma atividade diferente

  Voc sabe o que  um acrstico?

  *Acrstico*  um poema no qual as letras iniciais dos versos
formam uma palavra.

<R+>
O sapo e a borboleta

 Sabia que sou mais bonita?
 A borboleta disse ainda ao sapo:
 Pobre batrquio asqueroso,
 O que voc  me causa nojo!

 E o sapo, com toda calma do mundo,
<p>
 
 Assim respondeu  borboleta:

 Bonita  minha natureza anfbia,
 O que, tambm, me protege mais,
 Rios e solo me do guarida,
 Brejos e at mesmo matagais!
 O que voc faz para se defender?
 Livre, viajo sobre todos os animais!
 E, num segundo, o sapo projetou
 Tamanha lngua no espao,
 Acabando, assim, com o embarao!

Dorival Pedro dos Santos. *O livro dos acrsticos*.
So Paulo: Scortecci, 1994.
<R->

<177>
  Escreva a palavra *mudanas*, na
vertical, em uma folha de papel.
Pense em situaes em sua casa, em
sua escola, que precisam ser
mudadas. Com base nessas situaes
e na palavra-base *mudanas*, escreva
seu acrstico.
  Depois, voc e seus colegas vo
montar um mural com os
acrsticos, mostrando para toda a
escola aquilo que vocs gostariam
de mudar.

Vamos ler 1

  O Sol ficou resfriado e decidiu que no ia trabalhar. Telefonou para a
Lua Nova, querendo que ela resolvesse a situao. Quem atendeu o Sol foi
o Drago, o cachorrinho da Lua Nova. O nome dele era Severino, mas sua
dona insistia em cham-lo de Jeremias! Na verdade, ela no era uma dona
muito legal...
  Quando o Sol, enfim, conseguiu falar com a Lua Nova, ela no ficou
nada contente por ter de trabalhar na sua folga, mas tinha de dar um jeito.
E o jeito que ela deu foi virar Lua Cheia e... aparecer de novo no cu!
  Vamos ver o que aconteceu nessa histria?
<p>
Mudanas no galinheiro, mudam as 
  coisas por inteiro

  O galo ia cantar, olhou pra cima, no viu o sol e ficou de boca
aberta, sem entender onde o dia tinha ido parar.
  Como no havia sol, o galo ficou chateadssimo e comeou a
implicar com a galinha:
  -- O galinheiro est uma desordem, voc  pssima dona-de-casa,
no cuida direito dos pintinhos, etc. e tal.
  A galinha reparou que o sol no estava no cu, que a lua tinha
voltado.
<178>
  Como o sol  patro do galo e galo tem mania de mandar em
galinha, a galinha pensou, pensou, pensou.
  Concluso do pensamento da galinha:
  -- Se o galo no pode cantar porque o sol
sumiu do cu,  porque o galo no manda
coisa alguma, porque, se mandasse,
cantava. O galo implica comigo
porque sou fraca, sou fraca, sou
fraca... mas se eu resolver
mudar, eu mudo!
  A galinha subiu no poleiro,
tomou coragem e falou:
  -- Se a casa est em
desordem, a culpa  minha,
mas tambm  do galo. Afinal,
a casa  nossa. Ele que ajude...
e se os pintinhos esto mal
cuidados  porque meu marido
s faz cantar de galo, esquece de
conversar com os filhos, esquece
de ser amigo da gente.
  A, ela ficou to nervosa, to
nervosa, que abriu a boca e cantou:
Cocoric!
  Quando a galinha cantou, o Drago
descobriu que tinha chegado a hora de os fracos
cantarem. Pegou um pra-quedas e desceu l de cima, gritando:
  -- Meu nome no  Jeremias, meu nome  Severino!
  A dona Lua ainda quis dar uma de patroa, mandar que o Drago
voltasse para a sua vida de sim-senhor, sim-senhora, mas o Drago
olhou pra dona Lua e disse:
  -- Gorda!
  A Lua teve um chilique, olhou pro espelho e viu que estava mesmo
muito redonda. Comeou a fazer ginstica, pulando pelo cu, de l
pra c, para afinar a cintura.

<R+>
Sylvia Orthof. *Mudanas no galinheiro, mudam as coisas por inteiro*. Rio de Janeiro: Codecri, 1984.
<R->

<179>
Seguindo as pistas do texto

<R+>
 1. Para que serve a repetio:
 a) da palavra pensou em (...) a galinha pensou, pensou, pensou.
 b) da frase sou fraca em (...) porque sou fraca, sou fraca, sou fraca...

 2. Explique o sentido das terminaes:
 a) -ssimo em chateadssimo;
 b) -inhos em pintinhos.

 3. Na frase a seguir, qual  a idia expressa pela palavra porque?
e se os pintinhos esto mal cuidados  porque meu marido s faz
cantar de galo Porque d idia de causa.

Discutindo as idias do texto

 1. Na histria, uma personagem exerce poder em relao a outras. Que
personagem  essa?
 2. Quando a galinha percebeu
que a natureza havia mudado,
resolveu mudar tambm. O
que ela decidiu fazer? E o
Drago, tambm resolveu
mudar alguma coisa na sua vida?
 3. O ttulo do texto se refere somente s mudanas que podem
acontecer no galinheiro? Por qu?
 4. A autora conta a histria em um tempo passado. Copie partes do texto que justifiquem essa afirmao.
<R->

<180>
<p>
Detalhe puxa detalhe

  A Lua, depois que foi chamada de gorda pelo Drago, teve um
chilique e resolveu fazer ginstica para afinar a cintura.
  Voc sabe o que faz uma pessoa engordar ou emagrecer?

De onde vm as gordurinhas?

  Comer demais engorda. Para os especialistas em nutrio, comer
demais  comer acima do nosso gasto de energia. Ns gastamos
energia em tudo o que fazemos: andando, danando, pensando e at
dormindo. S que os gastos de energia so diferentes. Tudo aquilo em
que empregamos mais fora fsica consome mais energia. Para dormir,
por exemplo, ficamos praticamente parados, s o nosso
organismo funciona. Neste caso, o gasto de
energia  menor do que na aula de ginstica.
  Um carro, para se mover, precisa
de combustvel. E a energia de que
precisamos? Vem de onde? Vem dos
alimentos que contm protenas, acares e gorduras.
  A energia fornecida pelos alimentos  medida em calorias.
Os atletas consomem muita energia. Por isso, precisam comer mais do
que pessoas sedentrias, que no fazem atividade fsica regularmente.
  As calorias que os atletas ingerem so transformadas em corridas, saltos
e msculos. Se uma pessoa sedentria comer o mesmo que um atleta, as
calorias que no virarem energia vo se acumular e faz-la engordar.
As calorias que no so gastas ficam guardadas na forma de
gordura, principalmente no tecido adiposo, e sero utilizadas quando
for necessrio. Quando fazemos muito exerccio num dia e comemos
pouco, o organismo busca energia nas suas reservas. Quando
gastamos mais energia do que ingerimos, o organismo tira energia
das gorduras estocadas e emagrecemos.
  Mas as coisas no so assim to simples. At que os alimentos
estejam prontos para serem utilizados ou armazenados, passam por
um longo processo bioqumico. O termo pode parecer complicado,
mas quer dizer qumica da vida (bio, em grego, significa vida).

<R+>
Dbora Foguel. Globinho. In: *O Globo*. Rio de Janeiro, 15 jun. 2003.
<R->

<181>
<R+>
 1. Copie, a informao mais importante de cada pargrafo.
  Depois, converse com a classe sobre essas informaes.
 2. Leia os quadros a seguir.
<R->

Consumo de calorias por atividade

<R+>
_`[{quadro em 2 colunas, contendo os dados: 
 Atividade -- Quilocalorias por hora (kcal/h) (*)_`]
 Trabalho mental -- 9
 Ficar sentado -- 15
 Escrever -- 10 a 20
 Tricotar -- 31
 Lavar loua -- 59
 Varrer -- 110
 Pintar a casa -- 160
 Andar de bicicleta -- 180 a 300
 Nadar -- 200 a 700
 Correr -- 500 a 930
 (*) quantidade de calorias por quilograma
<R->

<R+>
Mrio Negreiro dos Anjos. *A criana diabtica*. Rio de 
  Janeiro: Cultura Mdica, 1982.
<R->

<182>
  Observe:
 a) Que atividade gasta menos calorias?
 b) E qual delas gasta mais calorias?

 B --
  Necessidade energtica/dia, por sexo e idade
<p>
<F->
 -- Crianas 
 idade    energia (calorias)
 ::::::   ::::::::::::::::::::
 1 a 3  -- 1.300 
 4 a 6  -- 1.800 
 7 a 10 -- 2.000

 -- Homens
 idade     energia (calorias)
 ::::::    ::::::::::::::::::::
 11 a 14 -- 2.500
 15 a 18 -- 3.000

 -- Mulheres 
 idade     energia (calorias)
 ::::::    ::::::::::::::::::::
 11 a 14 -- 2.200
 15 a 18 -- 2.200
<F+>

<R+>
 c) Consulte o quadro de acordo com sua idade e responda: quais so
as suas necessidades energticas?
<R->

<R+>
Mrio Negreiro dos Anjos. *A criana diabtica*.
Rio de Janeiro: Cultura Mdica, 1982.
<R->

Na ponta da lngua

  Leia estas palavras do texto:
 contm  faz-las at

  Agora, responda:
<R+>
 a) Qual  a slaba tnica dessas palavras?
 b) Observe o som da letra e nas slabas tnicas: em quais palavras o
som  fechado e em quais o som  aberto?
 c) O acento agudo indica a vogal tnica aberta e o acento circunflexo,
a vogal tnica fechada. Procure, nos textos desta unidade, dez
palavras com acento agudo e dez com acento circunflexo. Faa uma lista com 
essas palavras e indique qual  a slaba
tnica de cada uma delas.
<R->

<183>
Divertimento

  Senninha, personagem de histrias em quadrinhos, precisa de
muitos alimentos energticos.

<R+>
_`[{senninha, carregando um prato cheio, est contente porque a me fez macarro. Logo que 
comea a comer, uma mosca entra e voa em torno dele. Ele a espanta, com nojo.
  A mosca sai pela janela, mas toda vez que Senninha tenta comer, ela volta. Ele perde a 
pacincia, levanta-se e faz muitos movimentos para expuls-la at ficar cansado.
  Afinal, ela vai embora e voa at um depsito de lixo. L, ela prope a outras 
moscas uma corrida para ver quem voa mais rpido. As moscas no aceitam, alegando 
que sempre perdem. Ento, rindo, ela explica: Se vocs treinassem com o Senninha, assim 
como eu, no perderiam! Ih, ih_`]

*Senninha*. Intituto Ayrton Senna.
<R->

<184>
<p>
<R+>
 1. Por que Senninha espanta a mosca do prato?
 2. O que a mosca quis dizer no final da histria?
<R->

Agora voc escreve

  O que voc gostaria de mudar na alimentao das crianas de hoje?
Escreva um texto sobre isso. Conte como  a situao atual e o que voc
pode fazer para mud-la. Troque o texto com seu colega e, depois de
lerem os textos um do outro, conversem: vocs podem ajudar a mudar o
que desejam?

<185>
Vamos ler 2

  Vamos ler um texto que fala de um lugar onde a mquina mandava e
tentava mudar tudo...
  Como uma mquina poderia mandar em um pas?
<p>
O rei que no sabia de nada

  Neste lugar tinha um rei,
muito diferente dos reis que
andam por aqui.
  Este rei tinha uns ministros,
muito fingidos, que viviam
fingindo que trabalhavam, mas
que no faziam nada de nada.
  Tudo muito diferente daqui.
  A apareceram uns cientistas
que tinham inventado uma
mquina. Precisa ver que
mquina!
  A mquina fazia de tudo!
  Pelo menos os cientistas
garantiram que a mquina era
capaz de fazer de tudo!
  Diz que ela controlava as
plantaes, controlava as
fbricas, controlava as estradas,
os automveis, os elevadores dos
prdios, diz que fazia at po!
  Controlava as aulas nas
esco-
<p>
las, as estaes de TV, os
filmes dos cinemas...

<R+>
Ruth Rocha. *O rei que no 
  sabia de nada*.
So Paulo: Salamandra, 2003.
<R->

<186>
<R+>
Seguindo as pistas do texto

 1. Substitua as palavras destacadas pelos sinnimos do quadro a seguir:
 funcionrios dominava inventores falsos afirmavam
 a) Os *ministros* do rei eram *fingidos*.
 b) Os *cientistas garantiram* que as mquinas faziam tudo.
 c) A mquina *controlava* at as estaes de tev.

 2. Ministros que no faziam *nada*.
  A mquina era capaz de fazer de *tudo*.
  Qual  a relao entre as palavras *nada* e *tudo*?
  Elas so sinnimas ou antnimas? Por qu?
 3. Releia:
  A mquina controlava a estao de tev.
  Nessa frase, estao  o centro transmissor de tev. Mas esse no  o
nico significado que a palavra pode ter. Escreva duas
frases em que essa palavra aparea com outros sentidos.
 4. (...) que no faziam nada de nada.
O que significa a repetio da palavra nada?

Discutindo as idias do texto

 1. Para que serve a mquina do texto?
 2. Como so os ministros? Por qu?

 3. D sua opinio:
 a) Os ministros de um pas devem ter o controle de tudo?
 b) Voc gostaria de ser controlado por uma mquina?
 c) Nos dias de hoje, existem mquinas que controlam as pessoas,
mudando sua maneira de agir? Quais?

<187>
Textos do dia-a-dia

 1. Como os jornais noticiam o dia-a-dia de sua cidade?
  Traga um jornal para a sala de aula e, com o professor e os colegas,
separe as notcias boas das ruins. Analise os textos e verifique: os jornais
apresentam mais notcias boas ou mais notcias ruins sobre a sua
cidade? Apresentam solues para mudar as situaes ruins?

Primeira pgina do jornal *O Estado de S. Paulo*, 17 out. 2004.
<R->

<188>
 2. Observe o anncio:

  Os incomodados que mudem o mundo.
<p>
<R+>
_`[{cartaz onde se l: 
  Os incomodados que mudem o mundo.
  Seja um jovem voluntrio.
  ~,www.facaparte.org.br~,
  Faa parte_`]
<R->

<R+>
 a) Para quem o anncio est sendo enviado?
 b) Que palavra poderia ser usada no lugar de incomodados, no
anncio?
 c) O que quer dizer Faa parte? Encontre a resposta no cartaz.
<R->

<189>
Agora voc escreve

  Com a classe, escreva uma carta ao() prefeito(a) de sua cidade,
contando quais so os problemas do bairro onde
fica sua escola que precisam ser resolvidos.
  No se esqueam de usar um
tratamento mais formal ao se dirigir
ao() prefeito(a), como senhor(a).
  E no deixem de colocar a data e uma
saudao. Depois de escreverem a carta,
coloquem a despedida e assinem.
  Peam a um adulto que coloque a carta
no correio e pronto!  s esperar a resposta!

Avaliando o texto

<R+>
 1. Releia a carta e veja se nada foi esquecido:
 a) data;
 b) saudao;
 c) texto com os problemas que precisam
ser solucionados e possveis solues;
 d) assinatura.

 2. A carta foi escrita de acordo com as normas ortogrficas?
<R->

Ateno  fala e  escrita

 estao -- estaes
 plantao -- plantaes

  Faa uma lista, em uma folha de papel, de substantivos terminados em
-o. Depois escreva, ao lado, o plural dessas palavras. Cole a lista no mural
da sala. Assim, voc e seus colegas sempre tero listas para consultar
quando tiverem dvidas.

<190>
Roda de leitura

  Leia, agora, o texto de apresentao, escrito por J Azevedo e Iolanda
Huzak, do livro Serafina e a criana que trabalha.

Para as crianas que vo ler 
  este livro

  Brincar na rua era coisa natural at uns tempos atrs. No havia
tanta gente, tantos carros, as cidades eram sossegadas. A crianada
jogava bola de gude, amarelinha, pulava corda. Hoje, os veculos
viraram donos das ruas, as famlias das cidades
grandes foram morar em prdios e, mesmo
nas vilas afastadas, rua no  mais lugar de
criana. As ruas ficaram perigosas. Os
pais procuram reas fechadas para os
filhos brincarem.
  As crianas pobres nem tm essa
sorte. Os pais, com medo das ruas e
no tendo onde deixar os filhos,
logo os pem para trabalhar. Isso
tambm acontece porque a famlia
precisa do dinheirinho que suas
crianas trazem para casa.
  Na roa, desde cedo as crianas
ajudam os pais a plantar e colher.
Como os pais no estudaram, muitas
delas encontram uma dificuldade a mais
para ir  escola, pois os pais nem sempre
acham importante ter estudo. E quando
acham, a escola fica longe. Ou ento nem existe
escola na regio. Essas crianas acabam crescendo sem estudo.
Trabalham desde cedo e se sujeitam a mexer com veneno, levar
picada de cobra ou enfrentar as mais duras tarefas -- como os fornos
de fazer carvo, onde o ar  irrespirvel. Nas cidades, muitos
adolescentes precisam trabalhar de dia e estudar  noite. Fazendo
isso, todos eles prejudicam seu futuro, pois  noite, cansados, no
conseguem aprender direito.
<191>
  Isso acontece no Brasil e em muitos outros pases do mundo,
infelizmente.
  Claro que a grande maioria dos pais sabe que suas crianas tm
direito de estudar e brincar, ter assistncia mdica, alimentao
correta, boa formao. No  por maldade que pem os filhos para
trabalhar.  por necessidade.

<R+>
J Azevedo, Iolanda Huzak, Cristina Porto. *Serafina e a criana que trabalha*. So Paulo: tica, 1997.
<R->

  As autoras do texto lembram algumas coisas que as crianas podiam
fazer e agora no podem mais. Converse com o professor e com seus
colegas: por que isso acontece? Por que crianas precisam trabalhar para
ajudar os pais?  possvel mudar a situao dessas crianas?

Texto do dia-a-dia

  Existem programas realizados pelo governo que tentam fazer algumas
mudanas sociais.
  Leia o anncio:

<R+>
_`[{um prato azul vazio, com um garfo e uma faca pousados sobre ele
em diagonal; sob o prato, um pano verde e amarelo. Embaixo da
ilustrao, l-se: 
  Fome Zero.
  O Brasil que come ajudando o Brasil que tem fome_`]
<R->

<192>
<R+>
 1. Como  o nome do programa anunciado?
 2. O que esse programa pretende mudar?
 3. O que a ilustrao est sugerindo?
<R->
<p>
Agora voc escreve

  Forme dupla com um colega e criem um cartaz propondo a mudana
de alguma situao na vida das crianas que trabalham. Ilustrem o cartaz
com recortes de revistas ou desenhos. No se esqueam de escrever frases
curtas, para chamar a ateno do leitor!

Avaliando o texto

  Mostrem o cartaz para a classe. Verifiquem se as frases chamam a
ateno do leitor e se as palavras foram escritas corretamente.
  Depois da apresentao, organizem um mural no corredor da escola
com os cartazes, para que todos possam ver e colaborar.

<193>
<p>
Detalhe puxa detalhe

<R+>
Poema de duas mozinhas

 E aquelas mozinhas,
 to leves,
 to brancas,
 riscavam as paredes,
 quebravam os bonecos,
 armavam castelos de areia na praia,
 viviam as duas
 qual Joo mais Maria.
 
  boca da noite
 o Cata-piolhos
 rezava baixinho:

 Pelo sinal
 da Santa Cruz
 livre-nos Deus
 Nosso Senhor.

 E aquelas mozinhas
 dormiam unidinhas
 qual Joo mais Maria.
<p>
 
 Dedo-mindinho,
 So vizinho
 o Pai-de-todos,
 So Fura-bolos,
 Cata-piolhos,
 Quede o toicinho?
 -- o gato comeu.

Jorge de Lima. Poema de duas mozinhas. In: Vera Aguiar, Simone Assumpo
e Sissa Jacoby. *Poesia fora da estante*. Porto Alegre: Projeto, 2002.
<R->

<194>
<R+>
 1. Reescreva os versos abaixo no singular:

 E aquelas mozinhas,
 to leves,
 to brancas,
 riscavam as paredes,
 quebravam os bonecos,
 armavam castelos de areia na praia,
<p>
 2. Selecione as palavras que esto no diminutivo e reescreva-as, na forma normal:

 E aquelas mozinhas
 dormiam unidinhas
 qual Joo mais Maria.

 3. Agora, escreva as palavras de acordo com o que se pede. Registre.
 a) diminutivo de bonecos:
 b) plural de gato:
 c) antnimo de noite:
 d) singular de mozinhas:
<R->

Trabalhando a oralidade

  Agora  hora de jogral! O professor vai dividir a classe em quatro
grupos. Cada grupo ser representado por um smbolo (y, w, @, ), e ler
as partes do texto indicadas com esse smbolo.

<195>
<p>
Se criana governasse o mundo...

  y Se criana governasse o mundo...
  w ... o trnsito seria uma maravilha.
  @ Guerras, se existissem, no teriam tiros nem bombas. Terminariam
sempre bem, com amigos e inimigos guardados juntos na caixa da paz.
  ()
   Fome? No haveria. Comida? Seria feita sem fogo: salada de
grama, farofa de areia, bife de caco de telha e suco de mentirinha.
  y Cada um teria sua casa, mveis, camas quentinhas pros filhos. E
carinho, muito carinho.
  w A TV e o rdio contariam histrias
e s dariam boas notcias:
  @ -- Hoje tem espetculo!
   -- Desinventaram a injeo!
  y -- Tempestade de sorvete
prevista pra hoje  tarde!
  ()
  w A sade teria prioridade:
  @ -- Uma colher de gua pura antes das refeies.
   -- Duas gotinhas de mel depois de fazer a lio.
  y -- Bala e pirulito, s se estiver muito aflito!
  ()
  w Uma banda tocaria todo dia.
  @ Msica  fundamental!
    oxignio que entra pelo ouvido.
  ()
  y Afinal,
  w se a criana _ governasse o mundo,
   sabe o que ele seria?
  yw@ Uma bola de brincar!

<R+>
Marcelo Xavier. *Se criana governasse o mundo*...
Belo Horizonte: Formato, 2003.
<R->

<196>
  Converse com os colegas: o autor do texto tem razo quando diz que
se uma criana governasse o mundo ele seria "uma bola de brincar"?
  O que voc faria se governasse o mundo? Conte para sua classe!

Vamos ler 3

  Bia  uma menina que est de bem com a vida. Todo dia ela acorda
rindo, dando bom-dia para sua gata, Mel. A vida delas  muito boa, at que
aparece algum para mudar essa situao...

De bem com a vida

 Mas, um dia, na sacola da Bia,
 nem comida, nem xod,
 nem zelo, nem novelo...
 S um bolo fofo de plo!
 
 (...)

 O nome dele  Bem, fala Bia.
 Mas a gata fica de mal.
 Mel fica danada da vida.
 Ela bufa e at bate no Bem.
<p>
 Ele nem bufa nem bate,
 Bem  um gato nenm.

<R+>
Bia Hetzel. *De bem com a vida*.
Rio de Janeiro: Manati, 2001.
<R->

Discutindo as idias do texto

<R+>
 1. Em sua opinio, como era a vida de Bia?
<197>
 2. Para voc, o que sugerem os nomes Mel e Bem? 
 3. Quando Bem aparece, Mel fica "danada da vida". Ser que a gata fica
"de mal" para sempre ou Bem consegue conquist-la? Como voc acha
que termina a histria?
<R->

  Ficou curioso para saber o que
acontece com Bia, Mel e Bem? Ento
leia o livro *De bem com a vida*, de
Bia Hetzel, publicado pela editora
Manati.
<p>
Agora voc escreve

  E voc, est de bem com a vida? O que precisa para deixar sua vida
melhor? O que faz voc feliz? Escreva um texto, em prosa ou em verso,
falando sobre isso.

Avaliando o texto

  O professor vai ler seu texto e verificar se ele tem sentido, se voc
escreveu as palavras corretamente... Depois, se voc quiser, pode mostrar
o texto para uma pessoa de sua famlia e conversar com ela sobre o que
voc gostaria de mudar em sua vida.

<198>
Uma atividade diferente

  Vamos brincar de mudar, transformar, inventar?
  Os verbetes que voc vai ler foram criados por crianas!
<p>
 A --
  Inveno: A maior inveno do homem foi a casa.
  Inveno: A maior inveno do homem foi o amor.
  Inveno:  uma coisa que eu ia inventar se j no estivesse inventada.

<R+>
Pedro Bloch. *Dicionrio de humor infantil*.
Rio de Janeiro: Ediouro, 1998.
<R->

 B --
 Por que o homem cria

  As invenes so respostas que a humanidade d aos desafios da
natureza. Sonhava voar, inventou o avio. Precisava descer e subir,
projetou a escada e o elevador. Desejava estudar as estrelas,
desenvolveu a luneta e o telescpio. Precisava transportar grande
quantidade de carga, criou as locomotivas. E assim por diante. Com a
descoberta de novas tecnologias, os inventos so aprimorados.
Tornam-se melhores e mais teis. E do origem a outros desafios para
a criatividade humana.

<R+>
*Invenes: desafios e descobertas*. So Paulo: Klick, 2000.
(Coleo De olho no mundo -- Recreio).
<R->

  Com caixas de papelo, material de sucata, papis coloridos e recortes
de revistas, invente uma mquina que possa mudar o mundo para melhor,
que faa todas as pessoas ficarem de bem com a vida.
  D um nome a essa mquina e descreva-a detalhadamente em uma
folha de papel. Depois, voc e seus colegas vo organizar uma exposio
com as mquinas e fazer um mural com as descries. Convidem toda a
escola para visitar a exposio. Vai ser muito legal!

               oooooooooooo

<199>
<p>
Unidade 9

O tempo corre... o tempo voa...

  -- Que tempo gostoso!
  -- Preciso organizar meu tempo!
  -- Isso no se usa h muito tempo!
  -- Agora no, me d um tempo!

  Nesta unidade, voc vai ler textos que falam do tempo.
  E, quando falamos de tempo, podemos estar nos
referindo a muitas coisas, no ?
   melhor comear a unidade, seno no d tempo.
Vamos l?

<200>
Uma atividade diferente

  Voc vai ler, agora, uma conversa entre dois jovens... dos anos 1960!

<R+>
_`[{um rapaz diz: 
  -- Broto, deixa de ser boko-moko, passa numa loja, compra umas
roupas prafrentex e vem dar uma volta no meu carango!
  A moa responde: 
  -- Ih, cara, no seja cricri! Eu vou dar um pl. L em casa. Mas t
meio ruo, morou?_`]
<R->

  Conte para a classe o que voc entendeu da conversa.
  Agora, veja, no final da pgina, se voc acertou.

<R+>
Marcelo Duarte. *O guia dos curiosos*. So Paulo: Companhia das Letras, 1995.
<R->
 ::::::::::::::::::::::::::::::::
<R+>
<F->
     boko-moko: pessoa que no
sabe se comportar, seja no
modo de falar, seja no modo
de vestir.
     broto: moa adolescente.
 (...)
     carango: carro.
     cricri: chato.
 (...)
     pl: conversa.
     prafrentex: avanado.
     t ruo: est ruim.
<F+>
<R->

<201>
Vamos ler 1

  J vimos que as conversas de antigamente podiam ser bem diferentes
das conversas de hoje, no ?
  E os objetos, eram diferentes tambm?

Conversas de antigamente

  No quarto, a cama dela tinha um mosquiteiro. Eu pensei que era
uma criao particular de mosquitos, estava achando uma idia
incrvel ter mosquito ensinado para zumbir a msica que a gente
quisesse e morder quem a gente no gostasse, mas a ela explicou que
era justamente o contrrio: um pano para no deixar mosquito entrar
na cama, ficava pendurado em volta, como uma espcie de cortina,
porque naquele tempo no tinha spray de matar insetos, desses que
anunciam na televiso. Outra coisa que ela contou que tinha no
quarto era penteadeira, cheia de vidros de perfume em cima,
enfeites de loua (v que nome engraado, chamava bibel
e ela diz que eram to bonitinhos, que eu at pareo
um bibel). Penteadeira eu logo vi para que servia:
  -- Ah, Bisa Bia, isso eu sei,  para
olhar no espelho e se pentear, no ?
  -- E tambm para se fazer o toucador...
  -- O qu? Toucador? Ajeitar a touca na cabea?
Ela riu e explicou que no. Era se arrumar,
se pintar, se enfeitar, ficar bonitinha, como
a minha me se ajeita no espelho do banheiro.
A Bisa Bia explicou que no tempo dela banheiro
era muito diferente. A gente lavava o rosto
no quarto mesmo, e sempre tinha uma
mesinha ou um mvel com uma bacia e um
jarro d'gua, com uma toalha limpinha do lado.
  -- E pra fazer xixi?
  -- Tinha uma casinha l fora...
  -- E se a gente acordasse de noite com vontade?
  -- Tinha um urinol, penico. Ficava embaixo da
cama, ou guardado numa portinha especial do criado-mudo.
<202>
  -- Criado-mudo? Voc no disse outro dia que criada era
empregada? Puxa, vocs gostavam mesmo de explorar os outros, hem,
tratar todo mundo feito escravo... Pra que  que precisava de um
coitado de um mudo pra guardar penico?
  -- No, Isabel. Criado-mudo era uma espcie de mesinha do lado
da cama, um armrio pequeno...
  -- Ah, mesinha de cabeceira...
  Como voc j deve estar percebendo, Bisa Bia e eu somos capazes
de ficar horas assim, batendo papo explicativo -- como ela gosta de
chamar. Ela explica as coisas do tempo dela, eu tenho que dar as
explicaes do nosso tempo.  que dentro do envelope, dentro da
caixa, dentro da gaveta e dentro do armrio, ela no tinha visto nada
do que andava acontecendo por aqui esses anos todos. Comida, por
exemplo,  um espanto. Ela no conhecia congelado, enlatado,
desidratado, ensacado, emplasticado, nem d pra lembrar tudo. No
domingo em que eu disse que ia comer um cachorro-quente e tomar
uma vaca-preta, foi um deus-nos-acuda.

<R+>
Ana Maria Machado. *Bisa Bia, Bisa Bel*. Rio de Janeiro: Salamandra, 2000.
<R->

Seguindo as pistas do texto

<R+>
 1. Encontre, no texto, explicaes para as seguintes palavras:
 a) mosquiteiro
 b) penteadeira
 c) bibels
 d) toucador
 e) urinol
 f) criado-mudo

<203>
 2. Que significado tm, no texto que voc acabou de ler, as expresses a seguir?
 a) criao particular
 b) idia incrvel
 c) papo explicativo
 d) deus-nos-acuda

Discutindo as idias do texto

 1. A conversa entre as personagens era um papo explicativo e gerava um
tipo de sentimento. Que sentimento era esse?
 2. Em sua opinio, por que o nome de algumas coisas muda com o passar
do tempo?
<R->

Curiosidade

  Voc usa grias?

  *Gria*  a linguagem particular de um certo grupo em um
determinado perodo.

<R+>
 1. Faa uma lista das grias que voc mais utiliza e coloque, ao lado, seu
significado. Depois, mostre sua lista para um colega e verifiquem:
vocs usam as mesmas grias? Elas tm o mesmo significado?
 2. A lngua portuguesa, ao longo do tempo, recebeu e continua
recebendo influncias de vrias outras lnguas. Pesquise no
dicionrio ou em livros da biblioteca e responda: qual  a origem
das palavras do quadro abaixo?

<F->
!:::::::::::::::::::::::::::::
l  abajur  churrasco  piano   _
l  alface  hambrguer  samba  _
l  camel  jud  tapioca      _
h:::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<R->

<204>
Detalhe puxa detalhe

<R+>
 1. Observe a foto.

_`[{quatro mulheres e uma homem numa sala. Elas usam vestidos 
longos de mangas compridas. Duas usam tranas e lem um 
jornal. Uma est de p, atrs de uma cadeira de madeira
flo-
<p>
  reada. O homem, vestindo terno, l um jornal_`]

Famlia pernambucana Aquino da Fonseca.

  Que detalhes mostram
que essa foto foi tirada
h muitos anos?

 2. Agora, analise esta outra
foto:

_`[{um casal e uma menina, ao lado de uma estante onde se vem um
aparelho de som, um DVD e uma TV em cores. A menina segura
um microfone. Numa das paredes da sala, h um interfone_`]

Famlia paulista Dotta.

  O que leva voc a
afirmar que essa  uma
famlia dos dias de hoje?
  Escreva, um texto comparando as
duas fotos.
<R->
<p>
Agora voc escreve

  Quando olhamos com ateno uma pessoa, uma cena ou um
objeto e falamos sobre seus detalhes e suas caractersticas, estamos
fazendo uma *descrio*.

  Voc tem, em casa, algum objeto antigo? Conte a histria do objeto e
descreva-o detalhadamente.

<205>
Trabalhando a oralidade

<R+>
 1. Leia o trava-lngua em voz alta:

 Pregos de prata no prdio da 
  praa

 Petrnio Peres Pereira
 peo e pedreiro prtico,
 prometeu pregar depressa,
 com treze pregos de prata,
 as trs prateleiras pretas
<p>
 nas trs paredes de pedra
 do prdio perto da praa.

Cia. *O livro do enrola lngua*. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.
<R->

  Troque idias com o colega: O que voc entendeu do trava-lngua?

<R+>
2. A seguir, leia o poema e faa a dramatizao do que cada verso diz:

Ora, hora!

 Hora de dormir,
 hora de acordar.
 Hora de comer,
 hora de tomar banho,
 hora de se vestir.
 Hora de ver televiso!
 Hora de brincar l fora!
 Hora de agora,
 hora de daqui a pouco,
 hora de toda a hora...

 Ora, ora!

 Ser que ningum desconfia
 que eu no sou um relgio?

Carlos Queiroz Telles. *Poemas*. Belo Horizonte: 
  Miguilim, 1985.
<R->

<206>
Vamos ler 2

  Como est o tempo? Est frio, est calor? Est ventando? Voc j
sentiu no rosto um vento forte? Sabe o que  um tufo? E um tornado?
  Um vento pode soprar um tempo?

<R+>
Seu Vento soprador de histrias

 Era um vento Ventania,
 ventava de noite
 inventava de dia...
 No outro dia invertia:
 de dia ventava
 de noite inventava...
 E assim se divertia.
 Ventando e inventando
 o vento nosso de cada dia.

 Ventania vem do Norte
 ventarolando forte...
 Vento aventureiro,
 barulhento, cirandeiro.
 Na ciranda do vento
 rodopia Ventania,
 enfeitiado pelo tempo.
 Ventania  feiticeiro.

 No caldeiro do vento
 mexe, remexe idias,
 venta e inventa histrias
 ventiladas de memrias...

 Vento que vento  forte?
 Forte!
 Na boca do vento gordo?
 Gordo!

 Ventaremos tudo que Seu
 Vento ventar?
 Ventaremos todos!
 E se no ventar?
 Ventania aparece e comea a
 soprar.
<p>
 
 Sopra um, sopra dois,
 Ventania vira p e, depois,
 sopra trs, sopra quatro,
 Ventania cai de gaiato!
 Sopra cinco, sopra seis,
  hora do era uma vez...

 Embaladas nos braos de
 Ventania,
 palavras avoadas, arejadas de
 poesia,
 entrelaam memrias, tranam
 histrias,
 animadas pelo vento
 do cirandeiro da magia,
 do alquimista da energia...

Ftima Miguez. *Seu Vento soprador de histrias*.
Rio de Janeiro: Manati, 2001.

<207>
Seguindo as pistas do texto

 1. venta e inventa histrias
ventiladas de memrias...
  No poema so utilizados versos que nos fazem lembrar de algumas
cantigas infantis. Voc sabe quais so?
 a) Vento que vento  forte?
 Forte!
 Na boca do vento gordo?
 Gordo!
 Ventaremos tudo que Seu Vento ventar?
 Ventaremos todos!

 b) Sopra um, sopra dois,
 Ventania vira p e, depois,
 sopra trs, sopra quatro,

 2. Explique, com suas palavras, o fato de o vento ser aventureiro,
cirandeiro e alquimista.

Discutindo as idias do texto

 1. Como se divertia o vento Ventania?
 2. De onde vem Ventania?
 3. Qual  o feitio de Ventania?
<208>
 4. Como ele faz essa magia?
 5. Explique, com suas palavras, a seguinte estrofe:
 Embaladas nos braos de Ventania,
 palavras avoadas, arejadas de poesia,
 entrelaam memrias, tranam histrias,
 animadas pelo vento
 do cirandeiro da magia,
 do alquimista da energia...
<R->

Agora voc escreve

  Esta  a sua vez: conte, em versos, algo engraado que tenha
acontecido com voc. Mexa e remexa em sua memria, volte no tempo,
lembre-se de histrias que voc ouviu... E no se esquea de rimar!

Avaliando o texto

  Agora, voc e um colega vo trocar suas histrias e avali-las.
<R+>
 a) A histria foi escrita em versos?
 b) Os versos esto rimados?
 c) As palavras esto escritas corretamente?
<R->

<209>
Divertimento

  A figura mostra uma paisagem bem antiga, com cavaleiros, moinhos
de vento, caravelas e at drages! Mas o ilustrador se distraiu e
acabou colocando, na imagem, 13 coisas bem modernas...
  Que coisas so essas?

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<210>
Detalhe puxa detalhe

  E por falar em tempo...
  Voc j deve ter visto
esta seo nos jornais.

<R+>
_`[{seo de jornal, apresentando o mapa do Brasil, intitulada: O tempo hoje no pas_`]
<R->
<p>
<R+>
 1. Que sentido tem a palavra tempo nessa seo de jornal?

_`[{pea orientao ao seu professor, para fazer os exerccios de 2 at 7_`]

 2. H outra palavra que possui sentido semelhante e que tambm costuma
aparecer nesses mapas de previso do tempo. Que palavra  essa?
 3. Observe que, acima do mapa do Brasil, h uma legenda.
<R->

  A *legenda* informa como devem ser lidos os desenhos que esto
no mapa.

  O que a legenda est informando?

<211>
<R+>
 4. H ainda uma outra legenda, que informa a temperatura mdia para
cada regio. Quais so as informaes fornecidas por essa legenda?

 5. Observe a figura e diga qual  a previso para:
 a) Vitria c) Aracaju e) Cuiab
 b) Belm d) Porto Alegre

 6. Se voc fosse viajar para Cuiab e consultasse a previso meteorolgica
desse mesmo jornal, que tipo de roupa levaria?
 7. Consulte o jornal de hoje e copie a previso do
tempo para sua cidade.
<R->

Na ponta da lngua

  Algumas palavras tambm mudam, para indicar tempo.

  O *verbo* pode indicar aes, acontecimentos, estados que
ocorreram no passado, que esto ocorrendo no presente e que vo
ocorrer no futuro.

<212>
  Observe estes versos e depois responda:

<R+>
 No caldeiro do vento
 mexe, remexe idias
 venta e inventa histrias
 a) As formas verbais mexe, remexe, venta e inventa indicam que as
aes ocorrem em determinado espao de tempo. Quando ocorrem
as aes?
 b) Se as aes j tivessem ocorrido, como ficariam os versos?
 c) Todas as palavras do verso mudaram para indicar o tempo passado?
 d) Faa nova mudana nos verbos para indicar que as aes ainda iro
ocorrer.
<R->

Ateno  fala e  escrita

  Observe as terminaes dos verbos abaixo:

<F->
tempo passado _ tempo futuro
  mexeram     _ mexero
  ventaram    _ ventaro
  inventaram  _ inventaro
<F+>

<R+>
 1. O que essas formas verbais tm em comum?
 2. Qual  a diferena que existe entre elas?

 3. Reescreva as frases a seguir, colocando os verbos no
passado e no futuro.
 a) Os meninos correm da ventania.
 b) Os barulhos do vento assustam as crianas.
<R->

<213>
Vamos ler 3

Areia e gua

  Antes de os astros serem usados
para contar as horas do dia e da noite,
existiram objetos para marcar as fraes do
tempo. A ampulheta, tambm chamada de
relgio de areia,  um deles.
Trata-se de dois recipientes, que contm
uma certa quantidade de areia fina e bem
seca, ligados por um estreito canal.
Ao se colocar o recipiente cheio para cima,
a areia comea a cair para o recipiente
vazio, que est embaixo. Quando o
recipiente de baixo est completamente cheio,
a ampulheta  virada, reiniciando o processo.
  A gua tambm foi usada em instrumentos
de contagem do tempo. Os gregos e
os romanos limitavam os discursos nas cortes de justia
com um jarro de gua que tinha pequenos furos no fundo,
pelos quais a gua escapava.
Este cronmetro chama-se clepsidra,
que em grego quer dizer roubar gua.
Muitas vezes, a clepsidra no era
usada de maneira muito honesta,
pois quando as cortes de justia queriam
prejudicar o acusado era feito um
furo maior no jarro para que a gua
acabasse mais rapidamente
e a defesa tivesse menos tempo. (...)

<R+>
Roberto Verschleisser.
Cincia Hoje das Crianas.
In: Globinho, *O Globo*.
Rio de 
  Janeiro, 30 dez. 2001.
<R->

<214>
Seguindo as pistas do texto

  Voc sabe o sentido de todas as palavras do texto? Faa uma lista
com aquelas que voc no conhece e tire suas dvidas com a ajuda de
um dicionrio.

Discutindo as idias do texto

<R+>
 1. Para que serviam a ampulheta e a clepsidra?
 2. Copie as partes do texto que descrevem os objetos
que marcavam o tempo.
 3. Que outros objetos usamos hoje, para o mesmo fim? 
<R->

Divertimento

1. Acertando os ponteiros

  Casemiro Cuco  responsvel pela hora certa
registrada no relgio da praa de Tictactpolis,
uma cidadezinha onde os habitantes vivem
preocupados em no se atrasar para os
compromissos. Uma vez por ano, quando
Casemiro avisa que vai sair em frias, todos
entram em pnico com medo de que o relgio da
praa no funcione perfeitamente. Para
tranqilizar os moradores, o respeitado tcnico de
relgios sempre organiza o Concurso
Tictactopolitano de Novos Talentos. O objetivo 
descobrir entre os jovens aquele que tem o
raciocnio mais rpido para ocupar o lugar de
Casemiro durante seu merecido descanso. Quer
participar do concurso? Ento, observe as
engrenagens do famoso relgio da praa e
considere que a roda 1 d a partida nos ponteiros
girando no sentido horrio. Agora, responda: em
que direo iro girar as rodas 2, 3 e 4?

<R+>
Cincia Hoje das Crianas. In: Globinho, *O Globo*. Rio de Janeiro, 30 dez. 2001.
<R->
<p>
<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<215>
<R+>
 2. Antigamente, era comum os vendedores de rua cantarem frases
rimadas para venderem seus produtos.
<R->

  Esse tipo de texto chama-se *prego*.

  Veja estes preges:

 Baleiro! Chora menino,
 mame tem dinheiro
 debaixo do travesseiro.

 Cocadinha,
 Olha a cocadinha,
 Quem vai querer?
 Quem vai querer?

Cultura popular

  Os vendedores ambulantes da sua cidade ainda cantam os preges?
Mostre para seus colegas e para o professor como eles fazem isso.

<216>
Trabalhando a oralidade

  Crie um produto que possa ser vendido nas ruas. Depois, invente um
prego para seu produto e apresente-o para os colegas e para o professor.
No se esquea de que o prego deve ser alegre e rimado, para chamar a
ateno da freguesia...

Detalhe puxa detalhe

  Leia a tirinha da Mafalda.

<R+>
_`[{mafalda conversa com Miguelito: 
  -- Quem diria! faz um ms que comeou o ano e parece que foi ontem. Como o tempo passa depressa, Miguelito!
  De repente, alguma coisa passa voando por eles e Miguelito 
comenta, espantado:
<p>
  -- Poxa! Nem deu para ver se era uma abelha ou um minuto!_`]
<R->

<R+>
Quino. *Mafalda*. So Paulo: Martins Fontes, 2000.
<R->

  Agora, voc e seus colegas vo trocar idias:
<R+>
 a) Por que Mafalda afirma que "parece que foi ontem" que o ano
comeou?
 b) Como voc explica a dvida de Miguelito?
<R->

Roda de leitura

  A seguir, interprete com a classe a mensagem de cada um dos poemas,
o que cada poeta quer transmitir e o tom que  dado ao poema: srio,
apaixonado, engraado...

<217>
 A --
 O relgio

 Passa, tempo, tic-tac
 Tic-tac, passa, hora
 Chega logo, tic-tac
 Tic-tac, e vai-te embora
 Passa, tempo
 Bem depressa
 No atrasa
 No demora
 Que j estou
 Muito cansado
 J perdi
 Toda a alegria
 De fazer
 Meu tic-tac
 Dia e noite
 Noite e dia
 Tic-tac
 Tic-tac
 Tic-tac...

<R+>
Vinicius de Moraes. *Poesia completa e prosa*.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998.
<R->

<218>
 B --
 Arquitetura de um novo tempo

 Cad o quintal?
 O tempo levou.
 Cad o tempo?
 O relgio engoliu.
 Cad o relgio?
 Est marcando as horas.
 Cad as horas?
 Esto perseguindo os homens.
 Cad os homens?
 Esto correndo na vida.
 Cad a vida?
 A vida mudou.
 Cad a mudana?
 Comea na criana.
 Cad a criana?
 Est passiva, programada,
 De imaginao apagada!
 Nossa que escuro!
 Nossa que futuro!

<R+>
Ftima Miguez. *Paisagens da infncia*.
Rio de Janeiro: Zeus, 2003.
<R->

<219>
Texto do dia-a-dia

  Leia o aviso no quadro da sala:

  Ateno!
  Amanh, dia 7 no haver aula.
<p>
<R+>
 1. Qual  o objetivo do aviso?
 2. As frases utilizadas no aviso so longas ou curtas? Por qu?
<R->

  No aviso, as informaes so apresentadas de forma resumida,
destacando apenas o que  mais importante.

Agora voc escreve

  Crie um aviso:
  Sua classe vai fazer uma apresentao teatral no sbado. Faa um aviso
para que todos compaream. No se esquea de colocar o dia e a hora
da apresentao.

<220>
Vamos ler 4

  Agora, voc vai ler uma estrofe de um poema escrito por Casimiro de
Abreu h mais de 150 anos!
<p>
Meus oito anos

 Oh! que saudades que tenho
 Da aurora da minha vida,
 Da minha infncia querida
 Que os anos no trazem mais!
 Que amor, que sonhos, que flores.
 Naquelas tardes fagueiras
  sombra das bananeiras,
 Debaixo dos laranjais!
 (...)

<R+>
Casimiro de Abreu. *Poesia*.
Rio de Janeiro: Agir, 1979. (Nossos clssicos).
<R->

Seguindo as pistas do texto

<R+>
 1. Apesar de o poema ser muito antigo, nele s h duas palavras que so
pouco usadas atualmente. Que palavras so essas? Escreva-as.
 2. Procure, no dicionrio, o significado dessas palavras.

<221>
<p>
Discutindo as idias do texto

 1. O poeta escreveu o poema quando tinha oito anos? Explique sua
resposta.
 2. De acordo com o poema, onde o poeta ficava durante as tardes?
 3. O poeta foi uma criana feliz? Que versos comprovam sua resposta?
 4. E voc? O que voc faz quando no est na escola? 
<R->

Agora voc escreve

  O poema de Casimiro de Abreu
fala de um menino de oito anos...
  Quando voc j for um adulto, do
que ter saudade dos seus oito anos?
  Escreva um poema falando sobre
sua infncia... No se esquea de que
voc vai ser uma pessoa mais velha se
lembrando de quando era criana...
  Copie seu poema em uma folha de
papel, coloque no
mural da sala, para que seus colegas
possam l-la.

Avaliando o texto

  A classe vai avaliar seu texto:
<R+>
 a) Voc escreveu seu texto em versos?
 b) Os versos rimam?
 c) As regras ortogrficas foram obedecidas?
<R->

<222>
Uma atividade diferente

  Que tal organizar uma exposio?
  Faa o convite, explicando como ser a exposio, quem estar
participando e em que dia, hora e local ser realizada.
  Leve, para a sala de aula, fotos e objetos antigos para expor. Faa um
cartozinho para cada objeto, explicando o que , de que poca  e a
quem pertence. No caso das fotos, escreva, em cartes, legendas
explicando quem est na foto e quando e onde a foto foi tirada.
  Pesquise, na biblioteca, um poema antigo que se relacione com alguma
das fotos ou dos objetos que voc levou para a exposio e declame-o
para seus colegas.
  O professor vai ajudar na exposio, selecionando msicas antigas para
a classe ouvir.
  Procure se vestir com chapu, luvas, enfim, coisas de antigamente!

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Obra

